Usar IA para escrever relatórios, atas e notas economiza tempo. Mas o material de trabalho da clínica são informações sobre o desenvolvimento e a saúde de crianças, e esses dados merecem um cuidado maior do que um texto qualquer.

Este texto traz boas práticas gerais e não substitui orientação jurídica nem as normas do seu conselho profissional.

Por que esses dados são sensíveis

Diagnóstico, comportamentos, histórico de desenvolvimento, dados da família e gravações de sessão dizem respeito à saúde e à intimidade de uma criança. Um vazamento ou um uso indevido não tem como ser desfeito. Por isso, a pergunta não é só "a ferramenta escreve bem?", mas "para onde vão esses dados?".

O risco do copiar e colar

O uso mais comum, e o mais arriscado, é copiar trechos do prontuário ou da transcrição para uma ferramenta de chat aberta. Quando isso acontece:

  • A informação sai do sistema da clínica e das permissões que protegem o prontuário.
  • A clínica perde o controle sobre quem acessa, por quanto tempo e com que finalidade.
  • O texto gerado volta sem ligação com o registro, e alguém precisa colar de volta, com risco de erro.

Mesmo tirando o nome da criança, outros detalhes do caso podem identificá-la.

Boas práticas para a equipe

  1. Defina por escrito quais ferramentas a equipe pode usar com dados de crianças, e quais não pode.
  2. Prefira ferramentas integradas ao prontuário, que trabalham dentro do sistema e respeitam as mesmas permissões dos registros.
  3. Colete e envie só o necessário: se uma informação não é necessária para a tarefa, ela não entra.
  4. Informe a família sobre gravações e sobre o uso de ferramentas no registro, com autorização por escrito quando houver gravação.
  5. Revise sempre o que foi gerado antes de salvar ou enviar. O registro é responsabilidade de quem assina.
  6. Controle a visibilidade: decida, para cada registro, se ele é da equipe, da família ou só de quem escreveu.

Perguntas para fazer ao escolher uma ferramenta

  • Os dados ficam dentro do sistema da clínica ou precisam ser copiados para fora?
  • O texto gerado fica no prontuário, com as mesmas regras de acesso?
  • Cada profissional vê só o que o seu papel permite?
  • Existe a opção de uma nota que só o autor lê?
  • A ferramenta mostra de onde veio cada informação, para que a revisão seja possível?

Como o Proaba trata isso

No Proaba, as funções de IA trabalham dentro do registro clínico: a nota de voz, a gravação, a transcrição e o texto gerado ficam no perfil da criança, sem precisar copiar nada para fora. Cada nota tem visibilidade própria, incluindo a opção "Apenas para mim", que nem supervisores nem administradores veem, e cada profissional acessa só o que o seu papel permite. O profissional revisa tudo antes de salvar, e os dados são protegidos com criptografia. Os detalhes estão na Política de Privacidade.