Escolher um sistema para a clínica é uma decisão que dura anos. A equipe vai registrar nele todos os dias, a supervisão vai depender dele para decidir, e a família vai receber relatórios que saem dele. Por isso vale comparar com calma, olhando a rotina real e não só a lista de recursos.

Este roteiro reúne as perguntas que mais pesam na prática.

1. Os protocolos que você usa estão lá?

Comece pelo que a clínica já aplica. Se a equipe trabalha com ESDM, VB-MAPP ou ABLLS-R, o sistema precisa ter esses instrumentos digitalizados, com a escala de pontuação de cada um, e não uma planilha genérica.

Pergunte também:

  • O checklist é organizado por nível e domínio, como no instrumento original?
  • Dá para comparar duas ou mais aplicações da mesma criança?
  • Protocolos com leitura própria, como o cálculo normativo do IDADI ou os marcos do VB-MAPP, aparecem do jeito que o instrumento pede?

Lembre que protocolos protegidos por direitos autorais exigem que o profissional tenha habilitação para aplicá-los, em qualquer sistema.

2. A avaliação vira plano sem retrabalho?

O ponto em que mais se perde tempo é a passagem da avaliação para o plano de intervenção. Veja se o sistema deixa escolher uma avaliação e adicionar ao plano os objetivos ligados aos itens que ainda não foram dominados.

Um banco de objetivos prontos, com metas e passos já escritos, economiza horas de redação a cada novo plano. Confira se esses objetivos estão ligados aos itens dos protocolos que você usa.

3. O registro da sessão cabe no atendimento?

Se registrar é demorado, a equipe deixa para o fim do dia, e o dado perde qualidade. Na demonstração, peça para ver uma sessão sendo registrada pelo celular:

  • Quantos toques para lançar uma oportunidade bem sucedida, com ajuda ou sem sucesso?
  • O critério da etapa aparece na tela?
  • Dá para registrar comportamentos com a técnica certa (frequência, duração, latência, intensidade) e fazer a análise ABC no mesmo fluxo?

4. Os gráficos saem do que foi registrado?

Gráficos montados à mão no fim do mês consomem a supervisão. O sistema deve gerar, a partir das sessões, o desempenho por sessão, o progresso de cada objetivo e a evolução por domínio da avaliação.

Verifique se é possível exportar em PDF o que a família e a equipe precisam ver, sem montar relatório do zero.

5. A supervisão consegue acompanhar sem estar em todas as sessões?

Supervisores precisam ver o histórico de sessões por criança e por terapeuta, e comparar períodos. Alguns sistemas também permitem gravar a sessão e revisar com transcrição, ou transformar a nota de voz da supervisão em ata. Pergunte como isso funciona e quem decide o que vira registro.

6. Equipe e família veem só o que devem ver?

Em uma equipe multidisciplinar, cada profissional precisa de um papel por criança: supervisor, terapeuta, assistente. As permissões devem acompanhar esse papel.

Com a família, o cuidado é maior. Veja se cada nota, relatório ou trecho de gravação tem visibilidade própria, e se existe a opção de uma nota que só o autor lê.

7. Funciona onde a equipe trabalha?

A intervenção acontece na clínica, na escola e em casa. Confirme se o sistema funciona no navegador do celular e do tablet, sem depender de um computador da clínica, e se separa registros por local.

8. Quanto custa de verdade?

Compare o modelo de cobrança. Preço por criança acompanhada costuma acompanhar melhor o tamanho da clínica do que preço por profissional. Pergunte se há período gratuito com o fluxo completo, para testar com casos reais antes de decidir.

Uma tabela para levar à demonstração

Pergunta O que observar
Protocolos Os que você usa, com a escala original
Avaliação para plano Importação de objetivos a partir dos itens
Registro de sessão Rápido no celular, com critério visível
Gráficos Gerados das sessões, exportáveis em PDF
Supervisão Histórico, comparação e revisão de sessões
Permissões Papel por criança e visibilidade por nota
Custo Modelo por criança e período de teste

Como o Proaba responde a esse roteiro

O Proaba foi construído em torno dessa rotina: mais de 15 protocolos digitais, importação de objetivos da avaliação com um banco de mais de 2.000 objetivos prontos, registro de sessão pelo celular, gráficos do plano e da avaliação gerados a partir do que foi registrado, gravação de sessões com resumo cruzado com o plano e permissões por papel. Os planos são por criança acompanhada, e a conta gratuita vale por 3 meses com até 2 crianças.

A melhor forma de avaliar é ver com um caso parecido com o seu.